foto de Dra. Zandra Valdez

Dra. Zandra Valdez

Fez especialização em Psiquiatria, na capital Porto Alegre.

A descoberta veio dos cientistas da Universidade da Califórnia. Durante um mês, um grupo de idosos de 60 a 85 anos dedicou uma hora do dia, três vezes por semana, a um jogo criado por pesquisadores. O resultado foi que a atenção e a memória dos idosos que jogaram videogame estavam bem melhores do que as do grupo que não jogou. E o mais surpreendente: a capacidade de eles fazerem várias tarefas ao mesmo tempo chegou ao mesmo nível de uma pessoa de 20 anos de idade que só usou um joguinho uma vez.

A tecnologia dominada quase só por crianças e jovens, para estimular idosos com queixas de falhas de memória, também chegou ao Brasil. Duas vezes por semana, em uma pequena sala da Faculdade de Informática da PUCRS, pacientes indicados pelo hospital da universidade brincam em um videogame que os ajuda a e a estimular a atividade cerebral. O projeto idealizado é multidisciplinar, integrado por uma grande equipe, que trabalha em parceria com o Instituto do Cérebro, Faculdade de Informática e Instituto de Geriatria e Gerontologia. O objetivo é usar o Kinect – sensor de movimentos desenvolvido pela Microsoft para o Xbox – como aparelho de exercício da memória.

A médica Zandra Valdez, especialista em geriatria e gerontologia psiquiátrica, conta que é normal as pessoas mais velhas apresentarem capacidade de atenção e memória de curto prazo pior do que os jovens. “A tecnologia como o kinect, que estimula o uso das capacidades motoras e cognitivas dos pacientes, já está apresentando melhora em quadros de distúrbios leves de memória. O desafio é desenvolver jogos com objetivos terapêuticos. O jogo por enquanto é só uma experiência e nem todos tornam as pessoas mais inteligentes ou melhoram o funcionamento do cérebro”, explica.

A profissional conta que as funções dos lobos frontal e pré-frontal, ligadas à tomada de decisão, ao controle motor e à atenção, diminuem com o envelhecimento. “É como se os dados estivessem lá, mas não pudessem ser acessados. A experiência desperta o interesse dos idosos, aumentando o fluxo sanguíneo na região. Os jogos funcionam como instrumentos de modulação cognitiva, por meio de alterações bioquímicas e na estrutura do cérebro. Entre as áreas estimuladas pela interação com o Kinect está a temporal, ligada à memória e à aprendizagem. Além de recuperar a memória, facilita o registro de novas informações com melhor desempenho”, destaca a Dra. Zandra.

Para que serve o sensor de movimentos?

Saúde
Terapeutas têm no Kinect uma ajuda valiosa para desenvolver a capacidade motora e sociabilidade em crianças autistas. O Centro de Autismo Lakeside, nos EUA, foi um dos pioneiros, com bons resultados. O Royal Berkshire Hospital, na Grã-Bretanha, incorporou o Kinect à reabilitação de vítimas de infarto e pacientes submetidos à cirurgia no cérebro.

Interação
Pesquisadores do Instituto Politécnico da Universidade de Nova York sugerem que o Kinect pode ser útil no reconhecimento de estados de ânimo, o que possibilitaria interação mais inteligente entre softwares e humanos. Não só o Xbox, mas outros aparelhos integrados com o Kinect poderiam até reconhecer se o usuário está feliz ou triste.

Robótica
A empresa japonesa NSK conseguiu criar um cão-guia robótico para o auxílio de deficientes visuais. O “animal” utiliza o Kinect para mapear o ambiente e assim identificar possíveis obstáculos para o seu mestre. Sempre que houver risco, o robô avisa o dono. O cão cibernético tem pequenas rodinhas, dobra as pernas e é capaz de subir escadas.

Arqueologia
Pesquisadores de uma universidade da Califórnia conseguiram transformar o Kinect em ferramenta para mapear sítios arqueológicos. Junto com um sistema chamado de Calit2, o gadget consegue fazer identificação tridimensional do terreno. Isso permite economizar dinheiro, uma vez que substitui um sistema muito caro.

Segurança
A detecção de movimentos do Kinect inspirou empresas de segurança. A Canadense Avigilon, especializada em monitoramento por vídeo, utilizou o acessório para permitir que os usuários interajam com imagens captadas por câmeras de vigilância sem necessidade de mouses ou outros controles. O Kinect é mais barato do que outros sistemas de detecção.
 

Fonte: Angélica em Revista – edição 15

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