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Cássia D'Aquino

É Membro Correspondente da Internacional Association for Citizenship, Social and Economics Education (IACSEE)

Os pais sabem: toda criança, por volta dos 6 anos, quer ter o próprio dinheirinho. Mas sempre fica a dúvida sobre como fazer isso sem errar na dose. Qual é o valor ideal? É melhor dar uma mesada ou uma semanada? O que ela deve pagar por conta própria? Crianças pequenas enfrentam dificuldade para compreender, planejar e esperar por intervalos que ultrapassem o seu horizonte temporal. Normalmente é mais fácil associar ao ciclo escolar. Assim, deve-se começar com semanadas (1 real, por idade e semana, até os 10 anos), aumentar para quinzenadas e por fim, à medida que as crianças crescem, pode-se chegar ao período mensal, sempre avaliando a maturidade da criança, o grau de compreensão dela em relação ao tempo, valores e ao uso que ela faz do dinheiro.

A consultora Cássia D’Aquino, especializada em finanças para crianças e criadora do Programa de Educação Financeira, realizado em várias escolas do país, alerta que a mesada é um instrumento poderoso para os filhos reconhecerem o valor do dinheiro, mas deve ser administrada de forma adequada pelos pais. Caso contrário, pode “estragar” a criança, como dizem por aí. “A mesada ensina as crianças a poupar gastos e a fazer planos dentro daquilo que recebe. Por isso, pais e filhos devem dialogar muito sobre dinheiro”.

O ideal é que comecem a ganhar a mesada quando souberem fazer contas de soma e subtração. O segundo passo é estipular o valor. Cássia desenvolveu uma fórmula simples. Cada faixa etária deve receber uma quantia diferente: primeiro sob a forma de semanada, e depois como mesada. Sempre combinando previamente o que fica a cargo dos filhos. “Só depois dos 10 anos é que as crianças desenvolvem a noção temporal do que é um mês”, afirma Cássia.

O uso da mesada deve ser precedido de reflexões e séria avaliação por parte dos pais, de orientações claras, periódicas e constantes aos filhos e de muita disciplina das duas partes. Os pais devem respeitar os valores e prazos de pagamento das mesadas da mesma forma que respeitam seus compromissos junto às instituições financeiras. As crianças devem demonstrar capacidade para gerir seus recursos e responsabilidade. E a mesada não deve ser usada como meio para punir ou recompensar as crianças, muito menos ser relacionada ao desempenho escolar ou à realização de tarefas domésticas.

“O modo como cada um de nós lida com as finanças reflete nossas emoções, ambições, valores e sentimentos de autoestima. Não por acaso, a vida financeira das pessoas conta quase tudo sobre o modo como elas veem a si e aos outros. O fato é que construímos as bases de nossa relação com o dinheiro até por volta dos 5 anos de idade. Atitudes que funcionaram na infância e levaram-nos a conseguir os resultados desejados foram, em boa parte, os responsáveis pela formação da mentalidade financeira que temos hoje”, revela Cássia.

Fonte: Angélica em Revista – edição 14.

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