Fotossensibilidade: as 4 reações alérgicas da pele ao Sol

Fotossensibilidade: as 4 reações alérgicas da pele ao Sol
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Publicado: 23/08/2021

Categorias: Alergia

Existem pessoas que sofrem com as reações alérgicas da pele quando expostas ao sol. A esse problema damos o nome de fotossensibilidade, uma reação do sistema imune aos raios solares.

Quando essa reação exagerada ocorre, o corpo sofre com uma resposta inflamatória nas regiões que tiveram maior exposição. Em situações mais graves, até mesmo regiões cobertas podem sofrer reações também.

Com isso, a pele do corpo manifesta desde vermelhidão, até mesmo coceiras. O que vai depender da gravidade da exposição e tipo de reação fotoalérgica sofrida pelo indivíduo.

Possui dúvidas sobre o porquê isso acontece, como se proteger e tratar? Basta continuar sua leitura pois iremos responder as principais dúvidas deste assunto!

O que é fotossensibilidade?

A fotossensibilidade, que muitos chamam de alergia ao Sol, é um tipo de reação exagerada do sistema imunológico. Essa tem como causa principal os efeitos da luz solar em contato com a pele.

Normalmente, ela afeta regiões que encontram-se expostas, ou seja, não cobertas por roupas. Com frequência, as mais atingidas são:

  • Decote (colo);

  • Braços;

  • Rosto;

  • Mãos.

a alergia ao sol se manifesta em diferentes partes do corpo, como nas mãos

Em casos mais raros, as reações inflamatórias dessa alergia podem aparecer em regiões também cobertas. Mas ambos, têm como causa uma reação onde o sistema imune se depara com um "corpo estranho".

O sol não entra em nossa pele como um vírus ou bactéria, no entanto, ele sempre causa alterações no corpo mesmo sem percebermos. Desse modo, elas podem ser vistas pelo nosso organismo como algo estranho acontecendo nele.

A detecção desse tipo de reação fotoalérgica não é feita através de exames e, sim, por observação. Portanto, o dermatologista analisa a possibilidade da sua existência quando uma erupção cutânea surge na pele.

Depois disso ele vai analisar o histórico médico do indivíduo a fim de entender as possíveis causas do surgimento. Nos casos onde o diagnóstico não é conclusivo, exames diversos podem ser feitos, tais como:

  • Fototeste -  exposição à luz UV;

  • Colocação de adesivos na pele.

Quais são as reações alérgicas da pele ao sol mais comuns?

Com base na avaliação médica dermatológica, as reações alérgicas da pele são classificadas em 4 tipos. Os sintomas variam em cada uma, mas podemos ter alguns sinais em comum como:

  • Coceira e bolinhas brancas ou avermelhadas;

  • Manchas de pele nas regiões expostas;

  • Vermelhidão.

Vale destacar que chamar qualquer uma dessas reações de alergia ao sol, é algo errôneo. Afinal, não é realmente o sol em si o alérgeno, podem ser os raios ultravioletas UVA que penetram bem mais que os raios UVB.

Fotossensibilidade química

Ocorre através da aplicação na pele ou ingestão de substâncias químicas que reagem à exposição solar. Dentro dessa categoria, existem ainda duas outras subcategorias que são elas:

  • Fototoxicidade: tem como sintomas dores, vermelhidão, inflamação e, às vezes, descolorações cinza-azulada ou castanha na pele, após exposição breve à luz do sol. Esta ocorre após a ingestão ou aplicação na pele de medicamentos ou compostos químicos, com efeitos apenas nas regiões expostas;

  • Fotoalergia: seus sintomas são coceira, vermelhidão e descamação, podendo em alguns casos, sofrer pontinhos e bolhas semelhantes à urticária. As causas se dão pelo uso de protetor solar, loções pós-barba e sulfonamidas, chegando a afetar regiões cobertas após a exposição solar.

Erupção polimórfica à luz ou solar

Sua maior causa são os raios UVA, mas, ainda não se sabe exatamente o que desencadeia essa reação. Ainda assim, essa é uma das reações alérgicas da pele mais comuns, especialmente entre as mulheres.

Outro "grupo de risco" são pessoas que vivem no norte, devido ao clima quente e exposição solar regular. Seus sintomas mais comuns são:

  • Nódulos vermelhos formando placas e inchaços, com coceira;

  • Raramente, causa ainda bolhas na pele.

Erupção cutânea fotoalérgica

Neste tipo de reação, as regiões que foram expostas são atingidas horas após a exposição ao sol. Comumente, nos antebraços, mãos e pescoço, para os casos graves até mesmo no rosto.

A erupção cutânea fotoalérgica afeta principalmente as mulheres entre 20 e 35 anos. Seus sintomas podem se repetir ou pior sempre que houver reexposição, podendo durar anos, sendo eles:

  • Pápulas com prurido intenso;

  • Inchaços vermelhos;

  • Bolhas.

Urticária solar

Essa é uma das reações alérgicas onde as inflamações surgem mais rápido, em geral, apenas minutos após a pele ser exposta. Mas também é a que costuma sumir mais rápido.

Seus sintomas são vergões ou protuberâncias vermelhas e coceiras. Quando ela persiste ou ataca grandes áreas, podem causar ainda sibilos, náuseas, dor de cabeça e fraqueza.

Quem sofre com fotossensibilidade?

A fotossensibilidade pode ocorrer em todos os tipos de pessoas, mas existem algumas situações ou condições que favorecem seu aparecimento. Por exemplo:

  • Pessoas que sofrem com porfirias, psoríase, lúpus eritematoso e dermatites diversas;

  • Ao usar medicamentos ou produtos químicos que tornam a pele mais sensível ao sol;

  • Quando existe predisposição genética a tais condições na família;

  • Quem vive em região com pouca incidência solar;

  • Mulheres entre os 15 a 35 anos de idade;

  • Indivíduos de pele clara e/ou sensível.

Apesar de mais comum as mulheres, homens também podem sofrer com essa reação fotoalérgica, geralmente na idade adulta. Do mesmo modo, pessoas de pele escura, apesar de menos provável, podem ter também.

Como proteger e tratar das reações da exposição solar?

No verão, a ocorrência das reações alérgicas na pele são maiores, mas os cuidados devem ser tomados mesmo em estações frias. As recomendações para evitar a fotossensibilidade são:

  • Interromper uso de medicamentos e outros produtos que possam estar causando o problema.

  • Aplicar diariamente protetores com alto fator de proteção (FPS 50+) no rosto e corpo;

  • Manter a pele sempre hidratada, com auxílio de cremes e ao beber água;

  • Usar roupas protetoras em épocas ou regiões de maior incidência solar;

  • Evitar excesso de exposição solar.

Em todos os casos, sempre procure um dermatologista para ter melhores orientações seja para prevenir, quanto para tratar. O tratamento para essas reações dependem muito do tipo que o indivíduo sofre, mas em geral, recomenda-se o uso de:

  • Dipirona em casos de dor;

  • Anti-histaminínicos;

  • Protetores solares;

  • Corticosteróides;

  • Betametasona;

  • Tetraciclina;

  • Corticóide.

Conclusão

Vimos então que a fotossensibilidade é um problema causado na pele após a exposição solar, causando inflamações na pele. Os principais tipos de reações alérgicas que atingem a pele são:

  1. Erupção cutânea fotoalérgica;

  2. Fotossensibilidade química;

  3. Erupção polimórfica solar;

  4. Urticária solar.

É possível prevenir a ocorrência delas mesmo em pessoas com maiores riscos de sofrer com a "alergia ao sol". Basta tomar os cuidados mencionados no texto e se consultar periodicamente com um dermatologista de confiança.

Gostou das dicas e explicações dadas neste conteúdo? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe-o!

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