Síndrome de Down: como é a rotina de crianças com esta condição?

Síndrome de Down: como é a rotina de crianças com esta condição?
Compartilhar:

Publicado: 19/03/2021

Categorias: Novidades

As crianças com Síndrome de Down são capazes de aprender e de se desenvolver para uma vida adulta independente? A resposta é sim. Mas para isso, a rotina na infância é essencial e é o que vai determinar o grau dessa autonomia no futuro.

Mesmo sendo considerada uma criança de necessidades especiais, os cuidados não são tão diferentes se comparados às outras crianças. São necessários alguns cuidados terapêuticos que você vai conhecer com a leitura do nosso artigo. Vamos lá? 

Você pode se interessar por:

- Conheça 7 motivos para fazer psicoterapia

Síndrome de Down: terapias do dia a dia

Também conhecida como trissomia do cromossomo 21, a Síndrome de Down é uma condição genética que afeta 1 a cada 600 bebês gerados, em média, no Brasil. 

É facilmente identificada por características físicas como: olhos amendoados, rosto largo, cabelos muito finos e ralos, pescoço com acúmulo de gordura, sobrancelhas unidas, entre outros.

As crianças com a síndrome podem apresentar problemas oculares, cardíacos e comorbidades como Autismo, embora seja raro. Por isso, é essencial o acompanhamento desde o nascimento por um neuropediatra, fonoaudiólogo, psicólogo ou psiquiatra em alguns casos.

Para oferecer um bom suporte ao desenvolvimento intelectual e motor dessas crianças, as terapias são o melhor caminho para a independência. Veja as mais indicadas pelos especialistas 

Fonoaudiologia

Para o desenvolvimento cognitivo e de linguagem, a fonoaudiologia pode ser feita em sessões coletivas ou individuais.  Tudo vai depender das necessidades e do potencial de cada criança.

O objetivo maior com o trabalho de fono é possibilitar uma comunicação eficiente, que pode ser verbal ou não. Além disso, ajuda a fortalecer a musculatura buco-maxilo-facial, a articulação de sons, leitura e escrita, diminui as dificuldades de alimentação e como ela se coordena com a respiração e a fala. 

Fisioterapia

É comum que as crianças que nascem com Síndrome de Down tenham hipotonia muscular. Os membros são muito flexíveis e o corpo em geral tem pouca força, o que pode acarretar em lesões nas articulações - luxações e distensões - até com mínimo esforço. 

A fisioterapia serve para o fortalecimento físico geral da criança e para auxiliar no desenvolvimento da movimentação correta.   

Terapia ocupacional

Além de divertida, a terapia ocupacional é benéfica de muitas formas na rotina das crianças com a síndrome - e até para aquelas que não têm condições especiais.

Na TO, como também é chamada, são realizadas atividades lúdicas, culturais e corporais levando em consideração as necessidades e desejos de cada criança. Atividades para desenvolver os sentidos e boas práticas para o dia a dia - como ir ao banheiro, como perceber os colegas, dentre outras - fazem parte das sessões de terapia ocupacional.

Hidroterapia

Terapia dentro da água para aumentar o tônus muscular e estimular a autoconfiança da criança. Feita com fisioterapeuta especializado, esta atividade também precisa ter um teor lúdico que ajude a estabelecer um vínculo de confiança com o profissional para ser eficaz.

Equoterapia

Excelente proposta usando cavalos para uma terapia multidisciplinar, a equoterapia alia saúde, educação e equitação para desenvolver o equilíbrio e coordenação motora. Ter contato com os animais é bom para aguçar a socialização, autoestima e autoconfiança.

Rotina de alimentação das crianças com Síndrome de Down

O pediatra vai indicar a necessidade de avaliação e acompanhamento por um nutrólogo ou nutricionista, mas geralmente algumas recomendações para a alimentação do dia a dia costumam ser estas:

Na fase berçário

O aleitamento materno é fundamental pelas propriedades nutricionais e, principalmente, pelo trabalho muscular dos lábios, boca e língua do recém-nascido, que, mais tarde, será importantíssimo para o desenvolvimento das arcadas dentárias e da linguagem. Os anticorpos providos pelo aleitamento materno diminui o risco de infecções respiratórias frequentes.

Na infância

Uma alimentação balanceada é sempre a melhor alternativa, e isso vale para todas as pessoas, com ou sem Síndrome de Down. Alguns exemplos práticos que são úteis para o sistema nervoso central: as substâncias colina, presente na gema do ovo; e nicotina, encontrada na berinjela e na couve-flor. 

As substâncias encontradas nas leguminosas verdes ajudam na concentração e velocidade das respostas. Abacate e melão são fontes de luteína, ótima para proteger a visão. A vitamina C, que é antioxidante, é essencial na dieta de pessoas com Síndrome de Down, visto que essa condição gera envelhecimento precoce 50% a mais que nas demais pessoas. 

Outros alimentos para inserir na alimentação do dia a dia:

  • Frutas vermelhas;

  • Frutas cítricas;

  • Vegetais e legumes verdes-escuros;

  • Alga-marinha;

  • Sardinha;

  • Grão-de-bico;

  • Atum.

Este artigo foi útil para você? Você viu que a rotina das crianças com Síndrome de Down precisa de alguns cuidados extras para aprimorar habilidades motoras e proporcionar uma vida com mais independência. Também viu os melhores alimentos para fazer parte da dieta delas. E por falar nesse assunto, nós temos um conteúdo que pode te interessar:

- Vitaminas para crianças: o que não pode faltar?

Newsletter


BLOG MAIS VISTOS


Mais um passo rumo ao sucesso

Mais um passo rumo ao sucesso

Leia Mais
Pequenos grandes cuidados

Pequenos grandes cuidados

Leia Mais
Mantendo o brilho e a suavidade dos cabelos tingidos

Mantendo o brilho e a suavidade dos cabelos tingidos

Leia Mais
Problemas de visão: descubra 3 doenças que mais afetam os idosos

Problemas de visão: descubra 3 doenças que mais afetam os idosos

Leia Mais

SIGA-NOS


Posts relacionados

Conhece a vacina BCG? A marquinha que salva!
Conhece a vacina BCG? A marquinha que salva!

A vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guérin) é necessária para prevenir e combater a tuberculose. Veja como funciona, seus efeitos e importância.

Leia mais
Comunicação inclusiva: 5 passos para facilitar a relação com pessoas surdas
Comunicação inclusiva: 5 passos para facilitar a relação com pessoas surdas

Selecionamos alguns comportamentos que podem ajudar a adotar uma comunicação mais inclusiva na hora de se relacionar com pessoas surdas.

Leia mais
Junho Vermelho: Quem Pode Doar Sangue?
Junho Vermelho: Quem Pode Doar Sangue?

Junho Vermelho chegou deixando dúvidas sobre quem pode ou não doar sangue. Confira o que é, importância e quem pode participar dessa campanha.

Leia mais