Hanseníase é contagiosa? Saiba 6 curiosidades sobre a doença

Hanseníase é contagiosa? Saiba 6 curiosidades sobre a doença
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Publicado: 05/02/2021

Categorias: Novidades

A hanseníase é uma doença que durante muito tempo causou a exclusão social de seus portadores. Sendo uma das doenças mais antigas conhecidas, existem menções a lepra (como era chamada antigamente) desde os tempos bíblicos. 

Com a evolução da medicina, a hanseníase deixou de ser uma sentença de afastamento e passou a ser uma doença perfeitamente tratável. Neste artigo você vai conferir algumas curiosidades sobre a hanseníase. Continue a leitura!

1.    Existe vacina contra a hanseníase?

Infelizmente não existe uma vacina específica para a prevenção da hanseníase. Entretanto, a vacina BCG, tomada após o nascimento para prevenir a tuberculose, também diminui as chances de contrair a doença. Isso acontece porque os microrganismos causadores das duas doenças são parecidos. Por isso é comum que famílias onde um membro foi diagnosticado, os demais tomem a BCG.

2.    A hanseníase não é altamente contagiosa

Isso mesmo! Embora seja sim uma doença contagiosa, a taxa de infectividade é baixa. Os novos casos surgem, por regra, através do contato direto com um doente. 

A transmissão acontece por meio das vias respiratórias, ou seja, através do contato com a secreção nasal, tosse, espirros e gotículas de saliva. Além disso, a maioria das pessoas possui defesas naturais contra a doença e tende a desenvolver formas não contagiantes e sintomas leves.

3.    A doença pode deixar sequelas


Até mesmo o quadro mais leve da doença pode deixar sequelas. Mesmo com o tratamento, é possível que o paciente não recupere totalmente a sensibilidade nos locais onde surgiram as manchas.

Nos casos mais graves, o paciente pode sofrer de perda de força, tendo limitações físicas para movimentar as mãos e ou as pernas, por exemplo.

4.    Sintomas da hanseníase

Existem vários sintomas que podem indicar a existência de um quadro de hanseníase. Confira:

●    Manchas na pele de cor parda, esbranquiçadas ou eritematosas;
●    Mudança de temperatura no local das manchas;
●    Agressão aos nervos periféricos;
●    Dormência em algumas regiões do corpo, assim como perda da sensibilidade local e feridas;
●    Caroços ou inchaços nas áreas mais frias do corpo, como mãos, cotovelos e orelhas;
●    Alteração na musculatura esquelética;
●    Infiltrações e edemas na face.

Se tiver algum desses sintomas, ou uma combinação deles, procure uma Unidade Básica de Saúde para obter um diagnóstico e tratamento.

5.    O tratamento leva de 6 meses a 1 ano

O antibiótico rifampicina é usado para tratar os dois tipos de hanseníase, mudando apenas a duração do tratamento. O tipo paucibacilar é tratado durante seis meses, e o multibacilar por um ano. É muito importante que o tratamento não seja interrompido. 

O Sistema Único de Saúde fornece a medicação para o tratamento e as doses são administradas de forma vigiada. O paciente só pode tomar o remédio na presença de profissionais de saúde nas UBS, seguindo as normas determinadas pela Organização Mundial de Saúde.

A rifampicina faz a eliminação de 90% dos bacilos, sendo necessário complementar o tratamento com o DDS. Esta droga pode ser tomada em casa, todos os dias, até o término do tratamento.

Se a hanseníase for do tipo multibacilares, o tratamento ainda tem o acréscimo de uma dose diária e outra vigiada de clofazimina.

6.    Recomendações gerais sobre a hanseníase

Se uma pessoa do núcleo familiar foi diagnosticada com a doença, é fundamental que as demais se submetam ao teste e consulta clínica. Além disso, mulheres em idade reprodutiva devem ficar atentas ao fato de que os antibióticos usados para o tratamento podem cortar o efeito de medicamentos anticoncepcionais.

A hanseníase possui muito estigma social, mas se for devidamente tratada tem cura e o paciente não a transmite aos demais.


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